4 maneiras de melhorar seu desempenho na entrega na última milha
Resumo rápido
- A entrega na última milha é o trajeto final da mercadoria, do centro de distribuição local até o destino do cliente, e é a etapa mais cara e ineficiente de toda a cadeia de suprimentos.
- Segundo a ABCOMM, os gargalos de última milha representam mais de 40% do total de gastos de transporte de uma empresa.
- As 4 estratégias práticas: (1) centros de fulfillment localizados e micro-armazéns; (2) mensageiros regionais colaborativos para picos de demanda; (3) softwares de otimização de rotas e análise preditiva; (4) armários inteligentes e pontos alternativos de retirada.
- 48% dos consumidores pagam a mais por entrega no dia seguinte e mais de 20% pagam pelo mesmo dia, o que ajuda a financiar opções premium de entrega.
Todos os anos, canais internacionais de distribuição e entregadores locais transportam mais de 25 bilhões de pacotes ao redor do mundo. Esse volume massivo atravessa redes profundamente coordenadas de infraestrutura aérea, marítima e terrestre. No entanto, a fase mais complexa de toda a cadeia de suprimentos — e a variável mais definidora para as margens do seu negócio — é a reta final.
Se você administra um negócio de e-commerce no Brasil, percorrer essa reta final apresenta obstáculos regionais distintos. O Brasil é atualmente a maior economia digital da América Latina, o que significa que os volumes de vendas online locais estão crescendo mais rápido do que as redes tradicionais de transporte urbano conseguem acompanhar.
Desde gerenciar congestionamentos complexos de bairros em São Paulo até garantir um desempenho confiável de entrega em regiões remotas, otimizar essa etapa é fundamental para manter a satisfação do comprador.
O que é a entrega na última milha e por que é complexa no Brasil?
A entrega na última milha é o movimento de mercadorias de um centro de transporte ou centro de distribuição local até o destino final do cliente, que normalmente é uma residência ou escritório comercial.
Enquanto as redes de transporte aéreo e rodoviário de longa distância operam em rotas altamente previsíveis e automatizadas, a etapa final da viagem carece desse mesmo grau de controle centralizado e escala.
Essa imprevisibilidade operacional faz da última milha a parte mais cara e ineficiente de todo o ciclo de vida do fulfillment.
Para as pequenas e médias empresas brasileiras (PMEs) e as marcas digitais, essas ineficiências são agravadas por desafios domésticos específicos:
Tensão na Infraestrutura Urbana: Motoristas de entrega enfrentam congestionamentos extremos, fechamentos repentinos de ruas e variações complexas no planejamento das rotas dentro de grandes polos metropolitanos como Rio de Janeiro e São Paulo.
Fragmentação Geográfica: Enviar itens de um armazém principal no Sudeste para consumidores nas regiões Norte ou Nordeste introduz variações substanciais no transporte e infraestrutura regional imprevisível.
Restrições de Segurança e Acesso: Certas zonas urbanas exigem protocolos de segurança especializados ou rotas alternativas de veículos, limitando o acesso padrão de vans e forçando os motoristas a fazerem múltiplas tentativas de entrega.
Como os entregadores locais costumam ser o único ponto de contato humano com quem o cliente interage durante uma transação online, o desempenho deles impacta diretamente o valor da sua marca.
Por que os custos logísticos da última milha são desproporcionalmente altos?
Os custos logísticos na última milha são desproporcionalmente altos porque os motoristas precisam fazer várias paradas curtas para deixar pacotes individuais, o que impede completamente as economias de escala encontradas no transporte de longa distância.
De acordo com dados da ABCOMM (Associação Brasileira de E-Commerce), os gargalos de última milha representam mais de 40% do total de gastos de transporte de uma empresa.
Essa pressão financeira está crescendo à medida que as expectativas dos consumidores mudam. Impulsionados pelos padrões globais de compra, os consumidores brasileiros agora costumam esperar janelas de entrega no dia seguinte ou no mesmo dia ao comprar online.
Para competir com grandes mercados digitais, pequenos e médios varejistas precisam encontrar maneiras criativas de otimizar seus fluxos de trabalho finais sem apagar suas margens de lucro.
Como as empresas podem melhorar o desempenho na entrega na última milha no Brasil?
As empresas podem melhorar o desempenho da entrega na última milha no Brasil implementando estratégias de inventário localizadas, implantando softwares inteligentes de roteamento e oferecendo alternativas flexíveis de retirada para evitar tentativas de entrega perdidas.
Adotar uma abordagem moderna e orientada por dados permite que seu negócio reduza os custos de transporte, ao mesmo tempo em que proporciona a experiência de fulfillment fluida que os compradores esperam.
Aqui estão quatro abordagens práticas que você pode integrar à sua estratégia de cadeia de suprimentos hoje mesmo:
1. Aproveitar centros de fulfillment localizados e micro-armazéns
Para evitar atrasos no envio de longa distância, um número crescente de operações brasileiras de comércio eletrônico está distribuindo estoques entre pequenos armazéns regionais e espaços urbanos de fulfillment, focando estritamente em produtos de alta rotatividade. Essa abordagem localizada reduz drasticamente a distância física entre seu estoque e o consumidor.
Embora marcas varejistas menores possam não ter capital para investir em instalações regionais dedicadas, os provedores modernos de logtech oferecem espaços de armazém compartilhados sob demanda. Usar esses micro-hubs localizados permite que marcas emergentes ofereçam opções competitivas de entrega no mesmo dia para compradores em capitais-chave.
2. Utilizar mensageiros regionais colaborativos para picos de demanda
A mudança para o atendimento hiperlocal causou um aumento na demanda por serviços regionais de carga sob demanda. Para resolver picos temporários de capacidade durante grandes eventos de varejo como a Black Friday, as empresas estão recorrendo a redes de entrega colaborativas.
Essa estratégia utiliza mensageiros independentes locais, pré-selecionados, que aceitam trabalhos de entrega pendentes por meio de aplicativos móveis. Se sua frota principal de transporte ficar sem espaço de carga disponível ou enfrentar falta de motoristas, o crowdsourcing oferece uma forma escalável de manter prazos de entrega rápidos sem investir em custos fixos.
[Centro Central de Distribuição] ➔ [Micro-Hub Urbano] ➔ [Entrega/Armário Colaborativo] ➔ [Consumidor Final]
3. Implantar softwares de otimização de rotas e análise preditiva
Quando sua empresa envia eletrônicos de maior valor ou estoque mais volumoso, confiar em transportadoras internacionais já estabelecidas é a opção mais segura. No entanto, caminhões de entrega urbanos frequentemente perdem tempo valioso tentando encontrar zonas adequadas para descarregar ou percorrendo ruas residenciais apertadas. Como dirigir fora da rota pode representar de 3% a 10% da quilometragem total de um veículo, um planejamento ruim da rota cria um imposto oculto sobre suas operações.
A integração de inteligência artificial e análise de dados em tempo real resolve esse problema ao mapear automaticamente os caminhos mais eficientes com múltiplas paradas para os motoristas. A transição para longe do planejamento manual de rotas pode reduzir as emissões de carbono da frota de entrega em até 25%, permitindo que sua empresa reduza o consumo de combustível enquanto apoia iniciativas de cadeia de suprimentos mais sustentáveis e verdes.
4. Fornecer armários inteligentes para encomendas e pontos alternativos de retirada
Entregas perdidas são um dos principais fatores de custo para lojas de comércio eletrônico, já que as transportadoras cobram taxas adicionais por tentativas de entrega secundária e terciária. Oferecer locais alternativos para retirada — como armários inteligentes automatizados em espaços de grande circulação, como supermercados, estações de metrô ou postos de gasolina — elimina esse problema completamente.
Esse modelo de autoatendimento está ganhando popularidade globalmente e oferece benefícios operacionais claros para o mercado brasileiro. Ele garante taxas de entrega bem-sucedidas para as transportadoras, reduz as taxas de envio para os consumidores e dá aos compradores a liberdade de recolher suas compras quando se encaixar na agenda.
Quais tendências avançadas de automação estão moldando o futuro do fulfillment?
Tendências avançadas de automação estão transformando o atendimento de última milha por meio da integração de robótica dentro dos centros de triagem e dos testes contínuos de drones autônomos de entrega e robôs terrestres.
Em ambientes de armazém altamente estruturados, inteligência artificial e braços robóticos gerenciam tarefas repetitivas de escaneamento, triagem e embalagem.
Visão de Especialista: "O objetivo da automação não é eliminar os trabalhadores humanos. Ao usar robótica inteligente para lidar com tarefas altamente repetitivas ou fisicamente exigentes em ambientes previsíveis, liberamos equipes de logística para focar na resolução de problemas complexos e no atendimento personalizado ao cliente."
Simultaneamente, métodos alternativos de entrega estão se expandindo para enfrentar o congestionamento urbano e a escassez de motoristas.
Enquanto robôs terrestres autônomos estão sendo testados em ambientes controlados globais como armários de encomendas móveis e seguros, as tecnologias de drones de carga de longo alcance estão se mostrando bem-sucedidas em contornar redes regionais de estradas pouco desenvolvidas ou superar barreiras geográficas naturais como rios e vales.
Como as lojas locais podem equilibrar os custos de entrega com as expectativas dos compradores?
Lojas locais podem equilibrar os custos de entrega com as expectativas dos compradores implementando gradualmente opções premium de envio, garantindo que os métodos de entrega rápida sejam parcialmente financiados por consumidores que valorizam a rapidez.
Pesquisas de mercado indicam que 48% dos consumidores digitais modernos estão dispostos a pagar um valor extra por entrega garantida no dia seguinte, e mais de 20% pagarão uma taxa extra significativa pelo atendimento no mesmo dia.
Como o público nativo digital representa uma fatia cada vez mais dominante dos gastos do consumidor no Brasil, pequenos atrasos nas entregas podem fazer com que os compradores migrem para um concorrente.
Para preservar suas margens, considere definir limites mínimos de pedido para frete padrão grátis enquanto oferece opções expressas de última milha como complemento no checkout.
Entregue seus produtos por drone ou robô
As opções alternativas de entrega estão crescendo. O uso de armários inteligentes para entregas localizados em espaços públicos de grande movimento, como supermercados e centros urbanos, está crescendo 25% a cada ano.
Algumas empresas estão até explorando a entrega via drones e robôs. Embora drones já estejam sendo usados para entregar itens de alto valor, como medicamentos e sangue, avanços tecnológicos ampliaram seu papel potencial na logística de entrega. Isso pode ajudar a aliviar a pressão na cadeia de suprimentos causada pelo aumento dos pedidos de comércio eletrônico, o aumento do congestionamento urbano e a crescente escassez de caminhoneiros.
Drones estão entregando
A DHL realizou com sucesso um teste de três meses do seu Parcelcopter na comunidade alemã de Reit im Winkl. No teste, os usuários precisam apenas inserir seu pacote no 'Skyport' (a estação base do drone) para iniciar o processo de voo. Está se mostrando rápido e simples, permitindo transporte fácil para áreas com infraestrutura pouco desenvolvida ou bloqueadas por barreiras naturais, como água e montanhas.
Não são os únicos voos de teste avançados realizados: a startup búlgara Dronamics criou um drone de carga de asa fixa capaz de transportar uma carga útil de até 350 kg (772 lb) para entrega no mesmo dia, cobrindo distâncias de até 1.553 milhas (2.500 km). A empresa obteve uma licença da UE para autorizar voos, incluindo operações além da linha de visão visual (BVLOS), bem a tempo de suas atividades comerciais planejadas. A start-up sul-africana Cloudline obteve recentemente aprovação do governo queniano para realizar testes usando seus dirigíveis autônomos, facilitando a entrega sem carbono de cargas úteis de até 100 kg (220 lb) para áreas remotas.
Nos Estados Unidos, a provedora de serviços de entrega por drone Zipline recebeu certificação federal em 2022 como uma pequena companhia aérea, possibilitando a expansão de seus serviços de comércio eletrônico e entrega farmacêutica.
Cuidado com aquele robô entregador...
Por outro lado, veículos autônomos terrestres (basicamente pequenos robôs com rodas) podem funcionar como armários móveis de entrega seguros, seguindo uma rota de entrega definida até sua porta. Os clientes são notificados quando ele chega e podem então recuperar o item dentro do compartimento do robô.
Após essas inovações de última milha, a McKinsey6 prevê um "mundo onde veículos autônomos entregam 80% dos pacotes." Isso é confirmado por pesquisas que sugerem que, longe do ceticismo da indústria em relação à adoção da nova tecnologia pelos consumidores, 60% são a favor ou são indiferentes à entrega por drones.
O problema do preço
Embora essas novas soluções possam ter um preço inicial elevado, 48% dos consumidores pagarão mais pela entrega no dia seguinte, e 23% estão dispostos a pagar prêmios significativos pela entrega no mesmo dia, subindo para 30% entre os mais jovens.
À medida que esse público mais jovem se torna o principal grupo consumidor de gastos, um atraso no recebimento de apenas 12 horas pode se tornar um diferencial importante em mercados saturados — e algo que você deve evitar.
As empresas devem fazer ajustes graduais ao buscar atender mais a essas expectativas mais elevadas, equilibrando custos com considerações de qualidade para o futuro.
O futuro das entregas na última milha
Embora a tendência geral seja o atendimento localizado e digitalizado para melhorar o último passo, essa indústria está continuamente em desenvolvimento e avançando.
Quando solicitado a fazer uma previsão, Lee Spratt, CEO da DHL E-commerce Americas, destacou a importância de "ser mais ágil na adaptação às tendências do mercado, manter a abertura ao aprendizado e à reinvenção, e promover uma nova flexibilidade como base para a indústria de transporte."
Por que você deveria fazer parceria com um especialista internacional em logística como a DHL?
Fazer parceria com um líder internacional em logística como a DHL ajuda seu negócio de e-commerce a acompanhar as tendências de consumo em constante mudança, oferecendo acesso a plataformas ágeis de envio, ampla infraestrutura local de entrega e expertise global em transporte.
Otimizar uma cadeia de suprimentos complexa, transfronteiriça ou doméstica, requer uma rede elástica que possa escalar junto com seus volumes de vendas.
Seja gerenciando relacionamentos com clientes locais em plataformas como a Nuvemshop ou processando pedidos internacionais via VTEX, utilizar ferramentas integradas como o MyDHL+ elimina as dúvidas na gestão logística.
A plataforma permite que sua equipe de fulfillment calcule instantaneamente orçamentos precisos de envio, organize retiradas de transportadores, verifique dados de rastreamento e acesse assistência aduaneira localizada especializada a partir de um único painel.
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Perguntas Frequentes sobre Entrega de Última Milha
Como o rastreamento da última milha melhora a retenção de consumidores?
Fornecer visibilidade em tempo real sobre a etapa final do transporte tranquiliza os compradores e minimiza dúvidas de atendimento ao cliente sobre o status do pedido. O rastreamento transparente constrói a confiança do consumidor, transformando compradores ocasionais em compradores recorrentes.
Quanto tempo leva uma entrega padrão de última milha no Brasil?
As janelas de entrega da última milha variam significativamente com base na distância entre o centro de distribuição local e o endereço de destino, restrições de tráfego e condições climáticas. Embora as remessas para as áreas metropolitanas possam frequentemente ser concluídas em até 24 horas, entregas regionais podem exigir dias adicionais de trânsito.
Como as demandas de sustentabilidade do consumidor estão mudando as métricas de entrega?
Os consumidores modernos estão levando cada vez mais em conta o impacto ambiental em suas decisões de compra. Integrar ferramentas de otimização de rotas que reduzem o consumo de combustível ou oferecer opções de entrega verde e neutras em carbono ajuda seu negócio a atrair públicos eco-conscientes.