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Enviar encomenda para a Alemanha: documentos, IVA e limites de 2026

Leendert van Delft
Leendert van Delft
Vice-Presidente de Programas Globais de Vendas, Marketing (Digital) e Comércio Eletrônico Global
9 minutos de leitura
Produto embalado com proteção dentro da caixa, pronto para seguir para a Europa
Neste artigo
IVA alemão de 19%, ou 7% em alimentos e livros
Direito fixo de €3 por posição até julho de 2028
Presente entre particulares até €45 entra isento
Carne, leite e derivados não entram em remessa pessoal

Para enviar encomenda para a Alemanha, prepare fatura comercial ou pró-forma com descrição e valor reais, endereço com CEP de cinco dígitos e telefone de quem recebe. Na entrada valem as regras da União Europeia: IVA desde o primeiro euro e, desde 1º de julho de 2026, um direito fixo de €3 por item nas vendas de até €150.

Quem manda caixa para o filho que estuda em Munique ou para o cliente em Hamburgo descobre a conta na chegada, quando o destinatário recebe o aviso de pagamento. A alfândega alemã é organizada e literal: o que está escrito na fatura é o que vale. Vale mais gastar dez minutos no papel do que uma semana explicando a caixa.

O que mudou em 2026 para encomendas que entram na Alemanha?

A União Europeia acabou com a isenção de direitos aduaneiros para remessas de até €150. Desde 1º de julho de 2026, as vendas a distância dessa faixa pagam um direito fixo de €3 por posição de mercadoria declarada, e não por encomenda. Fonte: alfândega alemã (Zoll), setembro de 2026.

Posição de mercadoria é a classificação tarifária, não a unidade. Quatro pares de meia pagam €3; dois pares de meia e um par de tênis pagam €6, porque são duas classificações. O direito fixo vale de 1º de julho de 2026 a 1º de julho de 2028 (Comissão Europeia, junho de 2026).

O IVA não mudou. Desde 1º de julho de 2021, toda mercadoria vinda de fora da União Europeia paga imposto de importação sobre o valor agregado, seja qual for o valor da remessa (Zoll). Na Alemanha, a alíquota normal é de 19%, com 7% reduzidos para alimentos, livros e alguns outros itens.

Quando o vendedor está registrado no IOSS, o balcão único de importação, o IVA das vendas de até €150 é cobrado no fechamento do pedido e não volta a ser cobrado na entrada (Zoll).

Presente para a família na Alemanha paga imposto?

Não paga, dentro de quatro condições cumulativas: envio ocasional, de pessoa física para pessoa física, destinado ao uso pessoal ou doméstico de quem recebe, sem nenhum pagamento em troca, e com valor de mercadoria de até €45. Nessa faixa a Alemanha dispensa direitos e IVA de importação. Fonte: Zoll, Geschenksendungen, setembro de 2026.

A palavra "ocasional" pesa. Compra entre particulares em site de leilão não conta como presente, e quatro caixas no mesmo mês para o mesmo endereço tiram a remessa da regra.

Dentro dos €45, alguns produtos têm limite próprio, em quantidade e não em valor: 500 g de café ou 200 g de extratos, 50 g de perfume ou 0,25 litro de água de toilete, 1 litro de destilado acima de 22% de álcool mais 2 litros de vinho não espumante, e 50 cigarros ou 10 charutos ou 50 g de fumo (Zoll).

Acima de €45, a remessa é tributada. Para remessa sem caráter comercial entre particulares, com valor de até €700, existe um direito único de 2,5% sobre o valor, em vez da tarifa item a item, previsto no anexo I da Nomenclatura Combinada da União Europeia. Sobre esse total ainda incide o IVA alemão.

Quanto se paga em cada tipo de remessa?

A tabela cruza o tipo de remessa com o que se paga na chegada, pela regra em vigor em setembro de 2026.

Tipo de remessa

IVA alemão

Direitos aduaneiros

Quem costuma pagar

Presente entre particulares, até €45

Isento

Isento

Ninguém

Presente entre particulares, de €45 a €700

Devido, 19% ou 7%

Direito único de 2,5%

Quem recebe, salvo DDP

Venda a consumidor, até €150

Devido, no IOSS ou na entrada

€3 por posição, até julho de 2028

Vendedor ou importador declara

Venda a consumidor, acima de €150

Devido na entrada

Conforme a pauta aduaneira

Quem o Incoterm definir

Remessa para empresa alemã

Devido na importação

Conforme a pauta aduaneira

A empresa importadora

Toda remessa que entra na Alemanha precisa de declaração aduaneira, e na prática quem registra é a transportadora, com base no que você escreveu na fatura (Zoll). Por isso a descrição genérica custa caro: "presente" ou "amostra" não classifica nada e joga a caixa para conferência.

Quais documentos a encomenda para a Alemanha precisa?

A base é a de qualquer destino: fatura comercial na venda, fatura pró-forma no presente, com remetente e destinatário completos, descrição item a item, quantidade, valor unitário, valor total e país de origem. Como preencher cada campo, com exemplo, está no guia de fatura comercial para envio internacional.

Três pontos pesam mais na Alemanha. A finalidade precisa aparecer na fatura, porque é ela que enquadra o presente na regra dos €45. O destinatário empresa desalfandega com número EORI, o registro dos operadores econômicos na aduana europeia, e sem ele a carga espera. E o código HS acelera a classificação, principalmente quando o direito fixo de €3 entra na conta.

Na saída do Brasil, o courier registra a Declaração de Remessas de Exportação (DRE) para bens de até US$ 1.000 que não exigem licença; acima disso, ou com licenciamento, vale a Declaração Única de Exportação, a DU-E (Receita Federal, agosto de 2026).

O que não pode entrar na Alemanha?

A regra sanitária é da União Europeia e não abre exceção para caixa de família. Carne, embutidos, leite e derivados vindos de fora do bloco não entram em remessa pessoal, seja em bagagem, encomenda ou compra online (Comissão Europeia, portal Your Europe, dezembro de 2025; Regulamento Delegado (UE) 2019/2122). Fica de fora a linguiça, o queijo curado, o doce de leite e o charque.

Frutas, verduras, plantas e sementes exigem certificado fitossanitário emitido no Brasil, que atesta a ausência de pragas (Comissão Europeia). Sem o certificado, a muda e o saquinho de semente são descartados.

Pela mesma lógica, atenção ao que parece inofensivo: pó de guaraná, ervas e suplementos podem cair em regra de alimento ou de medicamento. Quando houver dúvida sobre a composição, o caminho seguro é não enviar.

Remessa comercial tem mais uma camada. Café, cacau, soja, couro e madeira vendidos para a União Europeia entram no regulamento europeu contra o desmatamento, tratado no guia de enviar encomenda para Portugal, que cobre as regras comuns do bloco.

Como se escreve o endereço alemão?

Antes de enviar encomenda para a Alemanha, confira a ordem do endereço. Ao contrário do brasileiro, o número vem depois do nome da rua, e o CEP tem cinco dígitos antes do nome da cidade. A ordem é nome completo, rua e número, complemento quando houver, CEP e cidade na mesma linha, país e telefone com o indicativo +49.

Um exemplo real de formato: Maria Souza, Kastanienallee 12, 10435 Berlin, Alemanha. Peça o endereço por escrito a quem vai receber, porque nome de rua alemão costuma ser comprido e uma letra trocada manda a caixa para outro bairro.

Na embalagem, o básico resolve quase tudo: caixa nova e resistente, proteção em todos os lados, nada solto e etiqueta antiga removida. O passo a passo está no guia para preparar seu pacote para envio internacional.

Como evitar que quem recebe pague na entrega?

Dentro da regra de presente de até €45, não há cobrança. Acima disso, o padrão é a remessa com tributos por conta do destinatário, o Incoterm DAP, e a conta chega do lado de lá. Para que a família ou o cliente receba sem pagar nada, envie no modelo DDP, com direitos e IVA pagos por você na origem.

Para loja virtual, essa escolha mexe no preço final e na taxa de recusa. Os blocos de custo que entram nessa conta estão no guia de exportação.

Quanto tempo demora?

O prazo soma o serviço contratado, a cidade de coleta e o desembaraço na Alemanha, que nenhuma transportadora controla. A cotação traz a estimativa para a sua rota, sem data de liberação garantida.

Dezembro enche a fila em todo o bloco europeu. Se a caixa é de Natal, antecipe. Para outros destinos com regra própria, compare com o guia de enviar encomenda para o Japão.

Perguntas frequentes sobre enviar encomenda para a Alemanha

Em regra, paga IVA desde o primeiro euro, com alíquota de 19% ou de 7% conforme o produto, e também direitos aduaneiros. A exceção é o presente ocasional entre particulares, de até €45 e sem pagamento de quem recebe, que entra isento.

Não. Desde 1º de julho de 2026, a franquia de direitos aduaneiros para remessas de até €150 deixou de existir na União Europeia. Nas vendas a distância dessa faixa vale um direito fixo de €3 por posição de mercadoria, previsto até 1º de julho de 2028.

Não. Carne, leite e derivados vindos de fora da União Europeia estão proibidos em remessa pessoal, e a regra vale para presente, amostra e compra online. Para industrializados, confira a composição antes de embalar.

O valor de mercadoria é de até €45, com limites separados de quantidade para café, álcool, tabaco e perfume. Acima disso a remessa é tributada, e entre €45 e €700 pode entrar o direito único de 2,5% para remessa entre particulares.

Pessoa física não precisa. Empresa alemã desalfandega com o número EORI, o registro dos operadores econômicos na aduana europeia, então confirme esse número antes de emitir a fatura.

O prazo muda com o serviço, a cidade de coleta e o desembaraço na Alemanha, que não tem data garantida. A cotação mostra a estimativa para a sua rota, e em dezembro vale enviar antes.

Sua loja quer vender para a Alemanha?

A Alemanha é o maior mercado consumidor da União Europeia, e quem vende para lá decide três coisas a cada remessa: IOSS, DDP ou DAP, a fatura certa e quem acompanha o desembaraço. Com uma conta empresarial, você emite etiqueta e documentos no mesmo lugar e define, remessa a remessa, quem paga os tributos.

Para começar, abra sua conta DHL Express.