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Como criar loja virtual: passo a passo, custos e venda para o exterior

Vivien Christel Vella
Vivien Christel Vella
Gerente Sênior Global de Marketing Digital
8 minutos de leitura
Empreendedora fotografa produtos na mesa para cadastrar na loja virtual

Como criar loja virtual? Escolha uma plataforma de e-commerce, registre um domínio próprio, integre meios de pagamento e defina a política de frete. Com CNPJ, catálogo bem fotografado e as informações que o Decreto nº 7.962/2013 exige na página, a loja vai ao ar e, com poucos ajustes, já pode vender para fora.

A parte técnica ficou fácil. O que derruba loja nova é o que vem depois: frete que come a margem, cliente que desiste no checkout porque não achou o Pix e o primeiro pedido do exterior que trava porque ninguém sabia o código fiscal do produto. Este passo a passo cobre as duas fases, a abertura e a preparação para vender fora.

Como criar loja virtual, passo a passo?

Você cria a loja em sete etapas, e a ordem importa: decisões de cadastro e de frete tomadas tarde viram retrabalho no catálogo inteiro.

  1. Abra ou ajuste o CNPJ com a atividade de comércio varejista do que você vai vender.
  2. Escolha a plataforma pelo modelo de cobrança e pelas integrações de que você precisa.
  3. Registre o domínio e aponte para a loja.
  4. Cadastre os produtos com foto, descrição, peso, medidas da embalagem e código fiscal.
  5. Integre os meios de pagamento e teste uma compra real.
  6. Configure a tabela de frete e as regras de entrega.
  7. Publique as páginas obrigatórias: quem somos, trocas e devoluções, privacidade e contato.

O passo 4 é o que mais se faz pela metade. Parece detalhe.

Peso e medidas errados geram frete errado em todo pedido, e o código fiscal faz falta no dia em que a primeira venda internacional aparece.

O que a lei exige que apareça na sua loja?

A loja precisa mostrar quem vende, quanto custa de verdade e como desistir. O Decreto nº 7.962/2013, que regula o comércio eletrônico, exige em local de destaque nome empresarial, CNPJ, endereço físico e eletrônico, características do produto, preço com todas as despesas adicionais, como a entrega, e as condições da oferta.

O mesmo decreto obriga a loja a informar um meio claro de exercer o direito de arrependimento. Pelo art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, o cliente que compra fora do estabelecimento pode desistir em 7 dias a contar do recebimento.

A terceira regra vem da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018): você coleta nome, endereço e CPF de cada cliente, então precisa de uma política de privacidade que diga o que faz com esses dados e com quem os compartilha, inclusive com a transportadora.

Quanto custa abrir uma loja virtual?

O custo de abrir é baixo; o de manter é que define o negócio. Plataforma, domínio e meios de pagamento são previsíveis, enquanto frete, devolução e marketing crescem com as vendas e precisam entrar no preço de cada produto.

A tabela separa os custos fixos dos que variam com cada pedido:

Item

Tipo de custo

O que observar

Plataforma

Mensalidade, comissão por venda ou as duas

Plano barato com comissão alta encarece quando a loja cresce

Domínio

Anual

O .com.br é registrado no Registro.br, com CPF ou CNPJ

Meios de pagamento

Taxa por transação

Prazo de recebimento muda o fluxo de caixa

Fotos e conteúdo

Inicial e por lançamento

Foto ruim custa mais em devolução do que em estúdio

Frete

Por pedido

Frete grátis é desconto pago por você

Marketing

Mensal

Sem tráfego, a loja existe e ninguém vê

Loja virtual grátis existe, em geral como plano de entrada com limite de produtos ou comissão maior por venda. Serve para validar a ideia. Quando o faturamento passa a pagar a mensalidade, o plano pago costuma sair mais barato do que a comissão.

Como escolher a plataforma da loja?

Escolha pela operação que você terá daqui a um ano, e não pela que tem hoje. Se o plano é vender para outros países, a plataforma precisa aceitar mais de uma moeda e idioma, calcular frete internacional e exportar os dados do pedido para a documentação de envio.

Os critérios em detalhe, com o que perguntar ao fornecedor da ferramenta, estão no guia de plataforma de e-commerce. Se você ainda está entendendo o modelo de negócio, o guia sobre o que é e-commerce dá a base.

E se a dúvida é entre loja própria e vitrine compartilhada, compare com o marketplace.

Quais meios de pagamento oferecer?

No Brasil, ofereça Pix, cartão de crédito parcelado e boleto. O Pix, criado pelo Banco Central, liquida na hora e costuma ter taxa menor, e o cartão parcelado ainda decide compra de ticket alto. Faltar um dos dois é perder venda no checkout. Teste o fluxo inteiro no celular e no computador, porque um campo mal configurado derruba o pedido sem que você perceba. Peça a duas pessoas de fora da empresa que comprem um item barato e contem onde travaram.

Para o cliente do exterior, a lista muda: cartão internacional, carteiras digitais usadas no país de destino e preço exibido na moeda dele. Confira com o intermediário de pagamento se ele aceita cobrança em moeda estrangeira e em quantos dias o valor convertido cai na sua conta.

Como definir a política de frete?

Defina o frete pelo custo real por região e por faixa de peso, e só depois decida quanto repassar. As três opções comuns são cobrar o valor cheio, subsidiar parte ou oferecer frete grátis acima de um valor mínimo de pedido.

O valor mínimo é a ferramenta mais segura: ele aumenta o ticket médio e dilui o frete. O guia de frete para e-commerce mostra como montar a tabela sem perder margem.

Como preparar a loja para a primeira venda internacional?

Prepare cadastro, preço e documento antes de abrir o checkout para outros países. A venda em si é igual à doméstica; o que muda é que o pacote vira exportação e precisa sair com fatura comercial e classificação fiscal corretas.

Antes de anunciar fora, confira esta lista:

  • Cada produto tem código NCM, peso e medidas reais cadastrados.
  • O site mostra preço na moeda do comprador e deixa claro se os tributos do destino estão incluídos.
  • A descrição do produto na fatura comercial bate com o anúncio e com o valor cobrado.
  • Você sabe se o produto tem restrição no transporte aéreo, como baterias de lítio e perfumes.
  • A política de devolução internacional está escrita e publicada.

Do lado brasileiro, a exportação tem imunidade de ICMS e de IPI prevista na Constituição Federal (arts. 155 e 153), o que deixa o preço mais competitivo lá fora. O caminho da mercadoria até a saída do país, por remessa expressa ou processo formal, está no guia de exportação.

Perguntas frequentes sobre como criar loja virtual

Tecnicamente dá, mas você não emite nota fiscal nem cumpre o Decreto nº 7.962/2013, que pede o CNPJ na página. Para vender com regularidade, abra a empresa antes de publicar a loja.

Pode, desde que a atividade esteja entre as permitidas para MEI e o faturamento respeite o teto da categoria. A venda para fora é uma exportação e sai com fatura comercial.

A configuração técnica cabe em poucos dias. O que alonga o prazo é o catálogo: fotos, descrições e cadastro de peso e medidas de cada produto.

Ajuda muito. Comece traduzindo as páginas dos produtos que você vai oferecer, o checkout e a política de devolução, porque é ali que o comprador estrangeiro decide.

Comece a vender para fora com o envio resolvido

Loja no ar, catálogo cadastrado e primeira venda internacional à vista: o que falta é um parceiro de envio que emita a documentação e mostre ao seu cliente onde está o pacote.

Com uma conta empresarial você cota, gera etiqueta e fatura comercial e acompanha cada remessa no mesmo painel. Abra sua conta DHL Express e trate o seu primeiro pedido do exterior como rotina, não como exceção.