Não, na exportação por remessa expressa. Segundo a Receita Federal (agosto de 2024), a DRE ou a DU-E pode ser registrada pela empresa de courier, e o remetente fica dispensado de habilitação própria no Siscomex.
O envio internacional para pequenas empresas precisa de processo profissional quando cinco sinais aparecem: horas perdidas montando cada remessa, clientes no exterior cobrando rastreio, vendas externas crescendo, devoluções virando dor de cabeça e erros de documento pesando no caixa. Nesse ponto, o envio feito caso a caso deixa de economizar e passa a travar a exportação.
Todo pequeno exportador começa do mesmo jeito. Chega um pedido de Lisboa ou de Miami, alguém da equipe preenche a fatura à mão, cota o frete, imprime a etiqueta e torce para dar certo. Com dez pedidos por mês, funciona. Com cem, a mesma rotina come a semana inteira.
Porque cada vez mais pequenos negócios vendem para fora. O Brasil fechou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número da série histórica, e 11.822 delas são microempresas, empresas de pequeno porte ou MEIs. Fonte: MDIC, Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas, março de 2026.
O salto dos menores é o que chama atenção. Micro e MEIs exportadores passaram de cerca de 2,6 mil em 2015 para 6,2 mil em 2025, de 13% para 20,7% de todas as exportadoras do país. Juntos, venderam US$ 870,8 milhões ao exterior em 2025; as empresas de pequeno porte, US$ 1,8 bilhão (MDIC, março de 2026).
Ou seja: milhares de empresas entraram no comércio exterior nos últimos anos com a estrutura de quem vende no bairro. E o processo de envio que servia na largada não acompanha o crescimento. Os cinco sinais abaixo mostram onde o envio internacional para pequenas empresas começa a ceder.
Se a sua semana tem uma manhã inteira só para cotar frete, preencher documento e agendar coleta, o envio virou um segundo emprego. No começo, fazer tudo você mesmo faz sentido: você compara duas ou três opções, reserva, imprime e entrega o pacote.
O problema aparece quando os pedidos se acumulam. Cada envio internacional pede dados que um envio dentro do Brasil não pede: descrição detalhada da mercadoria, valor declarado, código de classificação, dados completos do destinatário no exterior. Uma correção de endereço ou um pacote parado em outra aduana exige alguém da equipe para resolver.
O custo real não é o tempo gasto com logística. É o que a sua equipe deixou de fazer: atender o comprador, desenvolver produto, prospectar um distribuidor novo. Para uma empresa de cinco pessoas, oito horas por semana no balcão de envios são 20% de um funcionário.
O que mudar: centralize reservas, documentos e rastreio numa ferramenta digital e guarde o cadastro de produtos com descrição e código já preenchidos. Com uma conta empresarial na DHL Express, por exemplo, você agenda a coleta, emite a documentação e acompanha a remessa online, enquanto a operação fica com quem faz isso todos os dias.
Se o seu e-mail enche de mensagens em inglês perguntando "where is my order?", o rastreamento de pedidos que você oferece não está dando conta. Comprador internacional espera acompanhar o pedido do mesmo jeito que acompanha uma entrega de comida no celular.
A visibilidade some quando a remessa troca de mãos. Você sabe que o pacote saiu de São Paulo, mas perde o sinal quando ele passa para outra rede no país de destino. O cliente pede notícia, e alguém da equipe tem de caçar a informação com terceiros, em outro fuso horário.
Isso pesa mais na venda cross-border do que na venda local. O cliente de fora não conhece a sua marca, não pode passar na loja e, com frequência, está comprando de você pela primeira vez. Silêncio no rastreio, para ele, parece risco.
O que mudar: prefira um parceiro que controle a remessa da coleta à entrega, com rastreio ponta a ponta no mesmo sistema. Mande o número de rastreio no e-mail de confirmação e explique, em uma linha, que a remessa passa pela aduana do país de destino.
Se a exportação já responde por uma fatia relevante do faturamento, a improvisação vira risco fiscal e aduaneiro. Um pedido internacional por mês você resolve no braço. Vinte por semana pedem processo, porque cada remessa carrega obrigações dos dois lados da fronteira.
Do lado brasileiro, a exportação por courier tem regras próprias. Segundo a Receita Federal, encomendas com bens de até US$ 1.000 podem sair com a Declaração de Remessas de Exportação (DRE), registrada pela empresa de courier; acima disso, ou quando o produto exige licença de exportação, vale a Declaração Única de Exportação (DU-E), no Portal Único Siscomex. Nesse caminho, o remetente não precisa ter habilitação própria no Siscomex. Fonte: Receita Federal, manual de remessas postal e expressa, atualizado em agosto de 2024.
Mesmo assim, os dados saem de você. A fatura comercial precisa bater com o que está na caixa, o código HS tem de descrever o produto com precisão e a descrição não pode ser genérica como "presente" ou "amostra". O guia dos documentos de importação e exportação detalha cada papel.
Do lado do comprador, entram os impostos e taxas do país de destino. Na União Europeia, remessas de até € 150 passaram a pagar uma taxa fixa de € 3 por item desde 1º de julho de 2026 (Fonte: Comissão Europeia, junho de 2026). Quem paga essa conta, você ou o cliente, depende do Incoterm que você combinou na venda.
Um HS errado ou uma fatura incompleta pode segurar a remessa na aduana, gerar custo inesperado ou devolver a mercadoria. Para quem compra de você pela primeira vez, esse não é o cartão de visitas que você queria.
O que mudar: trabalhe com um parceiro de envio internacional que tenha conhecimento aduaneiro dentro do serviço, e padronize fatura, HS e Incoterm por produto. A DHL Express, por exemplo, atende mais de 220 países e territórios e orienta o exportador na documentação, sem que você precise virar despachante. Para ver o quadro completo, o pilar de exportação do Discover organiza o passo a passo.
Se cada devolução vinda do exterior vira um mini projeto, o processo não está pronto para escalar. No começo, a devolução é simples: o cliente avisa, alguém combina a volta, o produto chega e o reembolso sai.
No envio internacional, a volta tem um detalhe que surpreende quem exporta pela primeira vez: a mercadoria que retorna ao Brasil entra como importação. Pelas regras da Receita Federal, o retorno de mercadoria exportada exige ajustar a declaração de exportação e registrar uma declaração de importação, e só cabe nas hipóteses do Regulamento Aduaneiro, como defeito, consignação não vendida ou mudança de regra no país de destino. Fonte: Receita Federal, manual de exportação do Portal Único, agosto de 2024.
Sem um roteiro, a devolução come margem por três lados: frete de volta, tempo da equipe e produto parado na aduana. E deixa o cliente sem resposta por semanas.
O que mudar: desenhe a devolução internacional junto com a política de venda, com critérios claros sobre o que volta, quem paga o frete e quando vale mais reembolsar sem pedir o produto de volta. O guia de logística reversa ajuda a montar esse fluxo.
Se os erros deixaram de ser exceção e viraram linha no orçamento, está na hora de mudar. Com pouco volume, uma etiqueta errada ou um serviço mal escolhido é só um aborrecimento. Você corrige e segue.
Com volume, a porcentagem vira número. Pense numa marca de cosméticos naturais de Minas Gerais que manda 500 pedidos por mês para Portugal e para os Estados Unidos. Se 1% der problema, são cinco casos por mês, sessenta por ano. Cada um pede investigação, reenvio ou reembolso e uma explicação ao cliente.
Os erros mais comuns no envio internacional são previsíveis:
O prejuízo não fica só no reenvio. Um produto excelente pode ganhar avaliação ruim porque chegou atrasado, avariado ou não chegou.
O que mudar: reduza o que depende de digitação manual. Um parceiro com rede própria, rastreio ponta a ponta e suporte aduaneiro tira da sua mesa a conferência de documento, a escolha de serviço e a caça ao rastreio, e isso vale mais conforme o volume cresce e a margem para erro diminui.
A tabela a seguir traduz cada sinal no que ele parece no dia a dia de uma pequena empresa exportadora e na primeira mudança que resolve a maior parte do problema.
Sinal | Sintoma no dia a dia | O que mudar |
Tempo demais montando envios | Uma manhã por semana só com cotação, fatura e coleta | Reserva, documentos e rastreio numa ferramenta digital |
Cliente perguntando pelo pedido | E-mails em inglês cobrando atualização | Rastreio ponta a ponta enviado na confirmação |
Vendas externas crescendo | Dúvida a cada pedido sobre HS, fatura e Incoterm | Cadastro padronizado por produto e parceiro com suporte aduaneiro |
Devoluções complicadas | Produto de volta parado na aduana como importação | Política de devolução internacional definida por escrito |
Erros custando caro | Reenvios e reembolsos todo mês | Menos digitação manual e checagem da fatura antes da coleta |
Quando dois ou mais sinais aparecem ao mesmo tempo. Isso não quer dizer que você errou até aqui: quer dizer que a sua empresa chegou a um tamanho em que o improviso custa mais do que o processo.
Use este checklist para decidir o próximo passo:
Se o resultado incomodou, o caminho é terceirizar os envios internacionais para um parceiro que assuma a parte operacional e aduaneira, enquanto a sua equipe cuida de vender. Na logística para pequenas empresas, esse costuma ser o primeiro processo que vale tirar de dentro de casa.
Não, na exportação por remessa expressa. Segundo a Receita Federal (agosto de 2024), a DRE ou a DU-E pode ser registrada pela empresa de courier, e o remetente fica dispensado de habilitação própria no Siscomex.
Encomendas com bens de até US$ 1.000 podem sair com a Declaração de Remessas de Exportação (DRE), registrada pela empresa de courier. Se o produto exige licença de exportação, a declaração é a DU-E, sem limite de valor (Receita Federal, agosto de 2024).
A mercadoria que retorna entra por um despacho de importação. O tratamento tributário depende do motivo do retorno, que precisa se encaixar nas hipóteses do Regulamento Aduaneiro, como defeito ou consignação não vendida.
Depende do Incoterm combinado. Em DAP, o comprador paga os tributos na chegada; em DDP, o vendedor assume esse custo e precisa embuti-lo no preço.
Em 2025, 11.822 das 29.818 empresas exportadoras brasileiras eram microempresas, empresas de pequeno porte ou MEIs, segundo o MDIC (março de 2026).
Se você reconheceu a sua empresa em dois ou mais desses sinais, é hora de parar de montar cada remessa no braço. Com uma conta empresarial, você ganha acesso a ferramentas digitais de envio, suporte aduaneiro e condições que acompanham o seu volume.
Deixe a complexidade do envio com quem faz isso todos os dias e concentre a equipe em vender para o mundo: abra sua conta DHL Express.