Sim. A consulta, o download e a API são públicos e gratuitos, mantidos pela Secex do MDIC.
O Comex Stat é o sistema gratuito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que reúne as estatísticas oficiais de exportação e importação do Brasil desde 1997. Você filtra por produto (NCM), país, estado, via de transporte e período, e vê valor em dólar, peso e quantidade de cada fluxo.
O problema de quem quer exportar raramente é falta de dado. É não saber onde ele está e como ler. Antes de gastar com feira, viagem ou amostra, dá para descobrir em uma tarde quais países já compram o seu produto do Brasil, quanto pagam por quilo e se a demanda está subindo ou caindo.
O Comex Stat é a ferramenta oficial de consulta e extração das estatísticas de comércio exterior, mantida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC. Os números saem das declarações registradas no Siscomex: cada exportação e cada importação viram uma linha da base, agregada por produto, país e mês.
A base geral cobre de janeiro de 1997 até o último mês completo. Entre 1989 e 1996, os dados estão numa seção histórica separada, em outra nomenclatura (a NBM), por isso não se misturam com a série em NCM. Na consulta feita em 21 de outubro de 2026, a última atualização era de 6 de outubro, com os dados de setembro. Fonte: API e documentação do Comex Stat, MDIC.
Comex Stat e Siscomex não são a mesma coisa. O Siscomex é onde a empresa registra a operação; o Comex Stat é onde o governo publica o resultado agregado, sem identificar empresa nenhuma.
A consulta geral permite combinar filtros e detalhamentos na mesma pesquisa. A tabela mostra os mais úteis para quem procura mercado e para que cada um serve.
Recorte | O que mostra | Para que serve na prática |
NCM (8 dígitos) | O produto exato | Ver quem compra o seu item |
SH4 ou SH6 | Grupo de produtos do Sistema Harmonizado | Comparar com dados de outros países |
Países e blocos | Destino da exportação ou origem da importação | Escolher mercado |
UF do produto | Estado de origem da mercadoria | Ver quem já exporta da sua região |
Via | Marítima, aérea, rodoviária e outras | Entender como o produto viaja |
URF | Unidade da Receita por onde a carga saiu ou entrou | Mapear portos e aeroportos usados |
As métricas são o valor em dólar FOB, o peso líquido em quilos e a quantidade estatística, que depende da NCM (unidades, pares, litros). Na importação aparecem também frete, seguro e valor CIF, que não existem na exportação.
Existe ainda a consulta por município, mais agregada: ela só detalha o produto até o nível SH4 e atribui a operação ao município do declarante, não ao do produtor. Uma trading de Santos que exporta café de Minas aparece em Santos.
O roteiro abaixo serve para qualquer produto. Como exemplo, pense num produtor de mel que quer saber para onde o mel natural brasileiro, NCM 0409.00.00, já é vendido.
Trocando o fluxo para importação, a mesma consulta mostra o outro lado. É útil para quem revende: mostra de onde o Brasil compra aquele produto e a que preço chega.
O número que mais ajuda a decidir não aparece pronto na tela: é o preço médio por quilo, que você calcula dividindo o valor FOB pelo peso líquido. Ele mostra se aquele país paga por produto de valor ou compra commodity barata.
Um exemplo com dado oficial mostra por que olhar só o valor engana. Pela série do MDIC, o Brasil exportou US$ 14,87 bilhões em café em 2025, 31,1% a mais que em 2024. O volume, porém, caiu 18,0%, e o preço médio por tonelada subiu 60,0%. Quem lesse só o valor concluiria que a demanda explodiu; o que subiu foi o preço.
Para cada país candidato, olhe quatro coisas na sua planilha:
Um país com valor pequeno, mas crescendo todo ano e pagando acima da média, costuma ser melhor alvo para uma PME do que o maior comprador, onde o preço é decidido por grandes contratos. Para o retrato do país inteiro, veja o que o Brasil exporta.
O erro mais comum é comparar anos em que a NCM mudou. Quando o Sistema Harmonizado é revisado, códigos são abertos, fundidos ou extintos, e a série do seu produto pode ter um salto que não é mercado, é classificação. Se a curva dá um pulo estranho, verifique se o código existia nos anos anteriores.
Outros tropeços frequentes:
Tem os dois. O Comex Vis, também do MDIC, traz visualizações prontas dos mesmos dados, boas para uma primeira olhada sem montar consulta. Para quem quer automatizar, a API do Comex Stat é aberta e devolve os mesmos filtros e métricas da tela, o que permite montar um painel interno que se atualiza todo mês.
Sim. A consulta, o download e a API são públicos e gratuitos, mantidos pela Secex do MDIC.
Não. As estatísticas são agregadas e não identificam exportadores nem importadores.
Uma vez por mês, com os dados do mês anterior, nos primeiros dias do mês seguinte. A data da última atualização aparece no próprio sistema.
FOB é o valor da mercadoria posta a bordo, sem frete e seguro internacionais. CIF soma frete e seguro, e no Comex Stat só existe para a importação.
Serve como ponto de partida, porque mostra os países que já compram o produto do Brasil. Para venda direta ao consumidor, combine com os critérios do guia encontre seu mercado de e-commerce.
A pesquisa termina numa lista curta de dois ou três países. O passo seguinte é falar com compradores desses mercados e mandar amostra, com a operação montada pelo guia de exportação.
Quando a primeira amostra estiver pronta para sair, abra sua conta DHL Express e tenha o envio internacional da sua empresa pronto para o primeiro pedido.