Sim. Em 2025, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 68,1 bilhões, segundo os dados consolidados do MDIC, e de janeiro a setembro de 2026 o superávit chegou a US$ 62,4 bilhões.
O que o Brasil exporta é, acima de tudo, petróleo bruto, soja, minério de ferro, carne bovina e café. Em 2025, o país vendeu US$ 348,3 bilhões em bens ao exterior, o maior valor da série, e a China comprou 28,7% do total. Os números são da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.
Saber o que o país vende não é curiosidade de almanaque para quem quer exportar. A pauta mostra onde já existe rota, comprador e infraestrutura, e onde o espaço para um fabricante pequeno é maior do que parece. O detalhe que muda a leitura está na diferença entre o que a estatística chama de indústria e o que de fato sai das fábricas.
Cinco produtos somaram quase 43% das exportações brasileiras em 2025: petróleo bruto, soja, minério de ferro, carne bovina e café. A tabela abaixo traz os maiores valores do ano entre os produtos que a Secex acompanha em série histórica, com a participação de cada um no total exportado. Fonte: MDIC/Secex, dados consolidados, outubro de 2026.
Produto | Exportado em 2025 (US$ bilhões) | Participação no total |
Óleos brutos de petróleo | 44,5 | 12,8% |
Soja | 43,5 | 12,5% |
Minério de ferro | 29,0 | 8,3% |
Carne bovina | 16,6 | 4,8% |
Café | 14,9 | 4,3% |
Açúcares | 14,1 | 4,1% |
Óleos combustíveis | 10,3 | 3,0% |
Celulose | 10,2 | 2,9% |
Carne de aves | 8,8 | 2,5% |
Farelo de soja | 8,6 | 2,5% |
Milho | 8,6 | 2,5% |
O ano teve movimentos opostos. A carne bovina cresceu 42,5% em valor e o café, 31,1%, puxado por preço. O açúcar caiu 24,1%. Petróleo e soja ficaram praticamente estáveis em valor, com 1,0% a menos e 1,4% a mais, e a distância entre os dois foi de só US$ 1 bilhão. Com a pauta tão concentrada, a cotação de meia dúzia de commodities decide o resultado do ano.
É, e mais do que a classificação oficial sugere. Pela divisão por atividade econômica do MDIC, a indústria de transformação respondeu por 54,1% das exportações de 2025, a indústria extrativa por 23,1% e a agropecuária por 22,3%. Lido assim, o Brasil parece um exportador industrial.
A conta muda quando você olha o que está dentro da transformação. Carnes, açúcar, celulose, farelo de soja e óleos combustíveis são classificados como produto industrial, porque passam por processamento. Somados, esses itens chegam a cerca de 21% de toda a exportação, quase 40% do que a estatística chama de indústria.
Outra lente confirma a leitura. Pela classificação por grandes categorias econômicas, bens intermediários foram 62,9% das vendas externas em 2025, combustíveis 15,9%, bens de consumo 15,4% e bens de capital só 5,9%. O Brasil vende principalmente insumo para a indústria dos outros.
A China é o destino de quase um terço de tudo o que o Brasil vende, seguida de longe por Estados Unidos e Argentina. Em blocos, a Ásia levou 43,0% das exportações em 2025, a União Europeia 14,3% e a América do Sul 12,4%. Fonte: MDIC/Secex, dados consolidados.
Destino | Exportado em 2025 (US$ bilhões) | Participação |
China | 99,9 | 28,7% |
Estados Unidos | 37,7 | 10,8% |
Argentina | 18,1 | 5,2% |
Países Baixos | 11,7 | 3,4% |
Espanha | 8,8 | 2,5% |
México | 7,7 | 2,2% |
Canadá | 7,3 | 2,1% |
Chile | 7,2 | 2,1% |
Os Países Baixos aparecem alto por causa do porto de Roterdã, porta de entrada de soja, farelo e outros granéis que seguem para o resto da Europa. Para uma PME, isso significa que o número por país nem sempre mostra onde está o cliente final.
Aqui está a informação mais útil para quem fabrica. O perfil do que o Brasil vende muda completamente conforme o destino. Para a China, a indústria de transformação foi só 22% das exportações de 2025; o resto foi soja, petróleo e minério.
Nas Américas, a lógica se inverte. Pelos mesmos dados do MDIC, produtos da indústria de transformação foram 94% do que o Brasil vendeu à Argentina, 87% das vendas ao México e 80% das vendas aos Estados Unidos. Em valor absoluto, os Estados Unidos compraram US$ 30,2 bilhões em produtos da transformação, mais do que a China e mais do que toda a União Europeia, que comprou US$ 23,6 bilhões.
Se você fabrica máquinas, peças, alimentos processados, cosméticos ou vestuário, o comprador natural está mais perto do que a manchete sobre a China faz parecer. As tarifas americanas sobre produtos brasileiros mexeram nessa conta, e o impacto por setor está no guia de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
As exportações cresceram 10,4% de janeiro a setembro de 2026, para US$ 284,65 bilhões, segundo o MDIC. Três movimentos explicam o ano.
A leitura prática: a demanda asiática segue puxando o volume, e a Europa voltou a crescer como destino. Para a Europa, regras como o regulamento contra desmatamento pesam sobre café, soja e carne a partir de dezembro, e quem vende para lá precisa planejar a documentação junto com o pedido.
Use a pauta nacional como mapa, não como resposta. O passo seguinte é olhar o seu produto, pelo código NCM, e ver para quais países o Brasil já vende, com que volume e a que preço médio. Essa consulta é gratuita no Comex Stat, a plataforma oficial do MDIC, e o passo a passo está no guia do Comex Stat.
Com o destino escolhido, o caminho operacional (habilitação, documentos e modalidades) está no guia de exportação. Para os primeiros embarques, pequenos e frequentes, vale comparar a remessa expressa com a exportação formal, explicadas em exportação por courier ou formal.
Sim. Em 2025, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 68,1 bilhões, segundo os dados consolidados do MDIC, e de janeiro a setembro de 2026 o superávit chegou a US$ 62,4 bilhões.
Exporta. Aeronaves e equipamentos somaram US$ 4,9 bilhões em vendas externas em 2025, 1,4% do total, e estão entre os poucos bens de alto valor tecnológico com peso na pauta.
Não. A balança comercial do MDIC mede só a venda de bens. Serviços, como software e consultoria, aparecem nas estatísticas do balanço de pagamentos do Banco Central.
O MDIC divulga a balança comercial toda semana, com dados preliminares, e publica os números consolidados uma vez por mês, no início do mês seguinte.
A pauta brasileira mostra que o espaço para o manufaturado está nas Américas e na Europa, e que a China compra sobretudo matéria-prima. Pegue o seu NCM, veja quem já compra do Brasil e mande a primeira amostra para quem tem histórico de pedido.
Quando o primeiro cliente lá fora disser sim, abra sua conta DHL Express e tenha o envio internacional da sua empresa pronto para o primeiro pedido.